O Vencedor

2011-04-02

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

O filme começa como um documentário, mas corta para outro documentário sobre o vício do irmão. Isso acaba derrubando nossa visão inicial, mas o tom documental dá realismo ao filme.

A atuação de Bale é tão mais presente que consegue apresentar essa dualidade do antigo campeão de forma impecavelmente equilibrada.

Cortes ritmados e de precisão cirúrgica aumentam o tom documental para algo maior, e são os letreiros de “Baseado em fatos reais” que nos remetem novamente para o princípio da história.

Cortes que usam música e som conseguem cortar com um efeito sonoro, como o gongo do ringue, sem soar clichê.

A fotografia ajuda tanto em reforçar o realismo fora dos ringues, aplicando uma granularidade, quanto nas lutas decisivas, pela diminuição da resolução e pequenas “falhas” de transmissão (e o fato da resolução ser sofrível nos remete às TVs que sua família usa para assistir às lutas, fato ligado por um belíssimo corte para fora da cena e dentro de outra cena, a casa da mãe, de onde a imagem é colocada apenas “referenciada” pela fotografia).

A forma como Micky ganha sua última luta antes de disputar o título com ajuda da dica do irmão é essencial, pois restabelece a ligação entre eles antes mesmo de Dicky sair da prisão (e a forma dele “assistgir” a luta é igualmente importante, pois simboliza a união daquela controvertida família).

O passado de Dicky sempre é mostrado com o que restou na vida real: relatos do próprio Dicky e o VT da luta.

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