Pink Floyd - The Wall

Reunindo várias filmagens que se assemelham a video-clipes e desenhos psicodélicos, o filme de Alan Parker parece dar um tom surreal à história e às impressões da banda britânica Pink Floyd. Jogando com o silêncio das cenas e da música e das letras de outras, o filme faz paralelo entre o passado, presente e futuro de um garoto que tem o pai morto na guerra, como notamos visualmente na transição entre a luz do lampião e a luz do sol com o garoto correndo ao horizonte.

Uma câmera gira em torno do sofá, mostrando as cinzas de um cigarro que não foi fumado segurado pelas mãos do protagonista em catarse assistindo à TV. Tantos os símbolos mais óbvios quanto os mais íntimos se juntam para compor algo além. A faxineira abre a porta de seu quarto, ao bater a corrente, com as portas acorrentadas e de jovens em debandada, com paralelo com soldados correndo na guerra. Tudo parece se juntar em apenas uma harmônica.

Um filme para degustar com os olhos e ouvidos sintonizados.

Wanderley Caloni, 2010-11-06

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