Poco's Udon World

O pai dele fazia udom e ele se distanciou. Voltando ao interior, com os pais falecidos, ele reencontra suas memórias e uma criança perdida. É sobre udom, sobre memórias, sobre a vida passada e seu potencial desperdiçado. E a chance de recuperar.

Esse anime começa todo errado. Ele toca a introdução que apresenta uma menina que você ainda não viu, e já vai saber se tratar de um disfarce de um cão-guaxinim japonês (tanuki). Não há contexto emocional em dois minutos de conversa em uma casa de udom com um velho amigo. E sequer sabemos que o protagonista é um web designer. Sabemos apenas que ele vem de Tóquio para essa região distante onde viveu sua infância e adolescência. E, por fim, não há udom caseiro. Um engodo para você assistir mais e mais episódios sem ainda se comprometer emocionalmente.

Ou seja, um enredo de início preguiçoso, não está interessado em captar as energias dispendidas de seu espectador. É matéria de publicação de mangá, burocrático e tedioso. A animação é fofa, é fato, mas com material prévio, se torna o minimo para animes. A direção insegura constrói rimas deselegantes em toda a ação. Como o momento em que o protagonista descobre a real natureza da menina. Observe cada segundo dessa sequência, em como tanto a direção quanto o roteiro escolhem minuciosamente os detalhes da narrativa sem levar em conta que tem alguém assistindo interessado em um desenrolar mais natural e artístico. Não um formulário de como deve ser uma história de anime.

É como se Syd Field tivesse escrito um livro sobre como fazer animes em quinze simples passos. Não requer experiência.

Wanderley Caloni, 2021-05-22

blog draft discuss