Programa, Mãe Foca!

2016-08-30

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

A história das metodologias de desenvolvimento de software segue mais ou menos as oscilações naturais do próprio software: caminha em direção ao caos (e as sessões de refactory buscam desacelerar essa inevitável tendência). Assim como aquela classe que parecia perfeita assim que foi feita, uma metodologia irá se desmanchar frente à lei da mediocridade. Você não consegue software bom com programadores ruins seguindo a melhor metodologia do planeta.

Então a solução nunca parece ser a metologia, já que programadores ruins não melhorarão seguindo qualquer metologia que seja.

Porém, existe um método infalível. Um método que transforma os programadores mais UML do mundo em fazedores de código inquebrável. Programadores acostumados a 15 horas de reunião semanal fritando o processador de produtividade, esbanjando atalhos no Vim, coordenando threads como um maestro que coordena uma orquestra sinfônica tocando a trilha sonora da sua vida.

Esse método chama-se: Programa, Filho da PATA

Ou, do inglês, PMF.

E o que o PMF tem a oferecer? Esse cara parece ter o esboço da resposta:

E como ele pretende fazer isso? Bom, existe um algoritmo, é claro:

  1. Escreva uma lista da droga que você tem que fazer, usando software escrito por algum programador filho da pata
  2. Faça algumas dessas drogas, novamente usando “programação, filho da pata
  3. Teste se essa droga está boa, e se não estiver então conserte com programação, filho da pata

E se você está preocupado com o foco muito no código, e não nos resultados para seu cliente, existe até um “capítulo” sobre gerência, a “Gerência, Coisão”:

Para fazer Gerência, Coisão, você deve fazer o seguinte:

  1. Ache o que os clientes querem perguntando para eles.
  2. Arrume a droga que os Programadores Filhos da PATA precisam fazer.
  3. Fale para os Programadores Filhos da PATA quando as drogas que eles fizeram não está boa o suficiente para vender.

Simples e conciso. Acho que até a gerência deve conseguir se lembrar desses três passos.

Não há nada de errado em usar outras metologias em cima da PMF, mas há tudo de errado em substituir uma coisa por outra. A PMF é primordial para terminar alguma coisa. É o suprasumo da eficiência. Com ela todas as coisas eventualmente são solucionadas. Usar apenas a metologia do seu coração sem aplicar PMF não irá entregar nada.

E por mais curioso que seja, há de fato uma tendência nas pessoas de enxergar a solução de todos os seus problemas não fazendo absolutamente nada. Apenas preenchendo cartões em um dashboard. Não é bem por aí. Claro que há uma parcela de nada que pode ajudar a organizar a bagunça que é uma equipe de programadores batucando código, mas esse nada nunca pode atrapalhar os… programadores batucando código!

Afinal, é com código que se constrói algo, certo? Seja aumentando, modificando ou apagando código. Seja transformando código em um passo-a-passo em um txt. Ou em um papel de pão. Código é apenas uma abstração de resolução de problemas. O quão bem você resolver o problema é o que conta, não a sua linguagem de programação do coração. Muitos problemas podem ser solucionados apenas com papel e caneta (ou lápis). Linguagens de programação, até certo ponto, podem virar também metodologias mágicas que prometem entregar soluções mágicas sem dor.

Mas adivinha, só? Seu cliente está cantando e andando sobre qual é a linguagem, a ferramenta, o tamanho da fonte. Ele só quer seu problema resolvido.

Então o jeito é: “Puroguramingu, Mazaafakkaa!” =)

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