Ratatouille

2011-11-20

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

Ratatouille na época representou a capacidade grandiosa que um bom roteiro e uma excepcional produção conseguiam fazer, na animação computadorizada, como limite máximo de expressão na arte cinematográfica.

Hoje, mais de quatro anos depois, ele continua envelhecendo como um bom vinho: ficando ainda melhor. Todas as nuanças da história e os detalhes dos movimentos de seus personagens e a vivacidade e personalidade de seus cenários conseguem transmitir tantas informações de maneira harmoniosa que fica difícil assistir novamente esse jovem clássico e ainda assim não encontrar algum detalhe novo.

Dessa vez, por exemplo, percebi a maneira que a fotografia consegue oscilar de maneira competente o calor das cores da cozinha e da paisagem de Paris (mesmo à noite) e o contraste com os becos e esgotos escuros da “primeira vida” de Remy.

E a sequência de perseguição em volta do Rio Sena, por outro lado, é o que melhor demonstra a total liberdade das câmeras em torno do cenário e o movimento dos personagens, aplicando cortes precisos que ao mesmo tempo mantém o ritmo da cena até o fim sem se descuidar dos fabulosos giros que são empregados não por apenas uma tomada, mas uma composição delas.

A figura de Anton Ego, antes de ser uma ofensa, acaba se tornando uma homenagem aos críticos que, assim como Ego, amam o que analisam. Isso não impede, no entanto, que o roteiro (e a direção de arte) o considerem a maior ameaça à sobrevivência do Gusteau’s.

Por outro lado, Remy simboliza todas as pessoas que, independente de sua origem, tornam-se muito boas no que fazem.

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