Roubando Vidas

2011-10-23

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

Esse é mais um thriller policial que envolve uma dupla de elementos que vem se tornando frequente: histórias previsíveis e Angelina Jolie. Nesse caso, Jolie é uma agente do FBI que precisa capturar um serial killer que rouba a identidade de suas vítimas.

A trama principal, por se revelar boba e previsível desde seu início, se torna enfadonha, pois já sabemos seu desenrolar, o que se torna simples uma vez que o filme joga com todas as cartas marcadas, chegando a aplicar o velho clichê dos gêmeos de temperamentos diversos.

(É sempre bom repetir, nada tenho contra clichês bem usados, mas note a montagem dos diálogos da mãe de um dos suspeitos e perceberá parte do maniqueísmo empregado por todo o filme para enganar os espectadores mais desavisados.)

Mesmo assim, o clima sombrio em que é transformada a cidade onde os crimes ocorrem, captada pelas eficientes lentes de Amir Mokri balanceiam a falta de personalidade da trilha sonora, que oscila entre noir e drama psicológico, sem nunca agradar em nenhum dos subgêneros.

E por falar em psicologia, talvez o maior erro do filme tenha sido apostar na performance mental do serial killer, o que, infelizmente nesse caso, ainda mais depois do desfecho, revela um conceito que parece ainda inacabado e que aplica subterfúgios pedestres para que pareça mais complexa do que de fato é. Não há detalhes que eu possa revelar sem deixar a história mais previsível ainda, portanto, me abstenho.

Ao final, pelo menos ficamos com os olhos e os lábios de Angelina Jolie, o que é sempre um atrativo, não importando muito o gênero do filme ou sua história.

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