Scott Pilgrim Contra o Mundo

2011-05-16

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

Scott Pilgrim é o tipo de filme que abraça um conceito até o fim. Melhor: começa como um filme comum, mas vai apresentando o seu conceito de forma orgânica e cada vez mais intensa. E intensidade é uma palavra que resume muito bem toda a experiência que esse filme proporciona.

Ambientado em Toronto, aos poucos percebemos que tudo não passa de um jogo de video-game, e os personagens desse jogo não sabem que fazem parte disso. As fases do jogo são passadas através do combate entre Pilgrim e cada um dos sete “ex-namorados do mal” do seu interesse amoroso, Ramona. A possibilidade de “gamificar” o filme acaba revelando cenas de ação em completo êxtase, com uma montagem que possui um dinamismo ímpar. Sobre as brincadeiras na tela (como as divisões de tela, as onomatopeias escritas e os movimentos impossíveis e estilizados), logo lembramos de Speed Racer, outro filme espetacularmente inovador e inacreditavelmente esquecido.

A trilha sonora (e os efeitos, também) são dignos de nota, pois conseguem homenagear como ninguém o mundo dos games, realizando transições sonoras entre o techno e os temas limitados dos primeiros consoles. Da mesma forma, os efeitos visuais vão de forma cada vez mais frequente referenciando a origem pixelada daquele mundo (como o martelo de Ramona).

Um filme ágil com um tema inesperado. Mais uma pena para os espectadores que não conseguem tentar algo novo de vez em quando.

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