Suécia Hoje

2010-10-23

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

A partir de depoimentos de várias pessoas com rotinas diferentes o documentário traça um panorama dos últimos anos da história desse país. Assim como a maioria das grandes cidades, se antigamente o trabalhador passava a vida inteira empregado em apenas uma empresa, e os shoppings estavam vazios, de acordo com o narrador, porque esses trabalhadores precisavam restaurar as energias para uma nova semana de trabalho, hoje em dia a maioria trabalha como freelancer, e os shoppings estão cheios todos os dias e a economia é pulsante, pois cada vez mais pessoas querem comer, beber e fazer mais coisas com as 24 horas diárias.

O primeiro depoimento é de uma moradora de um edifício no meio de uma região de novos prédios. Ela faz parte da fauna dos yuppies do país, que estão urbanizando rapidamente a capital (Estocolmo) e aumentando drasticamente sua folha de gastos e em boa parte da narrativa entramos em contato com as partes que compõem essa economia que tenta ser cada vez mais ativa, sendo que é bem-vinda a contraparte, um casal de moradores da floresta que, junto com seus filhos, tenta viver uma forma alternativa de subsistência, baseada na economia de recursos e o respeito à natureza, o que nos dá a oportunidade de ver o que todo filme sobre a Suécia contém em exaustão: belíssimos quadros formados pelas paisagens que enfeitam papéis de parede em todo o mundo, assim como belas composições em movimento, como o bando de alces correndo em meio à alvorada noturna fria e gélida, ou a colheita de morangos.

No entanto, a história é sobre a vida moderna, e voltamos à questão quando assistimos do ponto de vista do lenhador a noção de que essa maneira de viver do “sempre mais” está nos levando a um sistema insustentável, como muitos de nós sabemos. De acordo com suas palavras, hoje em dia corta-se cem vezes mais árvores e em pouquíssimo tempo uma árvore que demorou 100 anos para crescer é derrubada. Todos os dias, em seu trator que arrasta os pedaços de madeira ele pensa em uma maneira sustentável de continuar cortando lenha, e em sua filosofia final, não vê direito de cobrar os outros por uma solução se ele próprio não a tem.

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