A Letter to Elia

Este é um rascunho e está sujeito a mudanças.

O documentário logo se revela mais pessoal que o normal, pois os nomes das pessoas não são apresentadas na primeira vez que elas aparecem (basicamente Elia Kazaan e Scorcese, o diretor do filme).

Mantendo total respeito pelos filmes apresentados, a proporção da tela varia enormemente, pois estamos falando de filmes que foram rodados em épocas completamente distintas, com tamanhos distintos de película.

Scorcese compara si mesmo com a história de Kazaan, como no momento que revela a origem do diretor como imigrante em um navio.

As opiniões de Scorcese e Kazaan às vezes são confrontadas, como se ambos estivessem tendo um diálogo impossível, como ele mesmo coloca no final.

O filme acaba revelando muito mais sobre o próprio Scorcese, sua visão estilística dos filmes do colega e suas motivações como diretor, do que propriamente revelações sobre o destinatário da "carta".

Interessante notar, por exemplo, como todo cinéfilo, Scorcese aprendeu primeiro a apreciar a arte por ela mesma, para depois se dedicar aos estudos técnicos, como é bem mostrado na descrição das cenas e da história de Vidas Amargas, quando ao final ele descreve tecnicamente uma cena no cenário que ele chama de "O" corredor.

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