Velozes e Furiosos 5 Operação Rio

2011-05-25

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

O Rio de Janeiro está em alta no cinema mundial esse ano: palco de duas produções internacionais de prestígio, a uma vez chamada Cidade Maravilhosa começa a mostrar aos poucos sua nova cara para o mundo, mesmo que sob a ótica distorcida das produções de Hollywood.

A quinta produção da franquia Velozes e Furiosos finca mais forte no elenco a presença de Vin Diesel, que tinha se ausentado até a reaparição no quarto filme, e agora redefine o núcleo de personagens junto com o casal principal, vivido pelos já rodados (desculpe o trocadilho) Brian O’Conner (Paul Walker) e Mia Toretto (Jordana Brewster), de uma forma, além de mais saudosista, familiar.

Em torno desse núcleo constrói-se a gangue já conhecida com suas piadas já batidas, o que não é um mau sinal, se considerarmos que, na maioria das vezes, a interação entre os personagens parece cada vez melhor, embora existam algumas surpresas mais interessantes. É o caso de Dwayne Johnson, em sua primeira aparição na série. Aqui ele faz Luke Hobbs, um agente federal forte e decidido a capturar Dominic Toretto (Diesel) a qualquer custo. A disposição de Johnson transparece em cada cena que participa, e é uma escolha a dedo para a irreverência de Toretto. Além de ser igualmente forte e contracenarem uma cena de luta consideravelmente… tensa.

Porém, os personagens da franquia já são limitados pela própria lógica das tramas, que sempre envolvem muita ação e pouco tempo para diálogos e cenas de transição vazios (algo que Stallone não percebe em Os Mercenários, por exemplo). Felizmente, em sua terceira tentativa, Gary Scott atribui o devido peso a cada um desses elementos, tornando o resultado final satisfatório, pois mesmo que a história não contribua em nada para a tensão, ela preenche bem o vazio necessário entre as cenas de ação, gerando uma fluidez quase natural para o andamento da trama.

E por falar em ação, ela não deixa a desejar nem em momentos não-motorizados. Quando o trio principal é perseguido morro abaixo, o movimento de câmera durante cada salto consegue imprimir um ritmo muito semelhante em produções mais estilizadas como Cidade de Deus e o irrepreensível Tropa de Elite. Da mesma forma, as cenas de luta protagonizadas por Diesel e Johnson funcionam.

Mas é no asfalto que a direção enérgica de Justin Lin mostra a que veio e consegue feitos ainda maiores de tensão, com cortes bem articulados, nem que para isso sejam usados ângulos diferentes a todo o momento, o que não deixa de ser um feito considerável, se lembrarmos que as locações são em plenas ruas do Rio de Janeiro (ou pelo menos lembram bem uma cidade brasileira).

E se a “surpresa” final seria um deus ex machina se houvesse um conflito construído de fato para tal, ela em nada interfere na história, e é banalizada pela própria escolha de nunca levar muito a sério as questões propostas no filme.

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