Viagem ao Mundo dos Sonhos

2012-06-04

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

Da safra dos anos 80 onde havia aos montes aventuras de garotos vivendo em cidades como em ET/Goonies e que vivem uma aventura, Viagem ao Mundo dos Sonhos mistura com sucesso conceitos geralmente distintos: sonhos e tecnologia. A história se inicia quando Ben (Ethan Hawke), um garoto comum que começa a ter estranhos sonhos de uma viagem em torno de figuras geométricas que se assemelham a circuitos de computador. Tendo como amigo Wolfgang (River Phoenix), um cientista-mirim que usa o computador do pai, ambos começam a desenvolver uma teoria que os sonhos recorrentes de Ben podem ser um tipo de comunicação de vida inteligente. O terceiro elemento do grupo, Steve (Bobby Fite), ajuda Ben durante uma briga de escola e acaba por se juntar aos dois por não ter muita harmonia para ficar em casa com seu pai, vítima da conhecida crise que acometeu o país na época.

Uma estrutura ágil disfarça a aparente desconexão com a realidade quando o computador de Wolffang descobre que ele consegue criar uma esfera perfeita de energia em qualquer ponto tridimensional que quiser e movê-la a velocidades absurdas. Como em um filme que brinca com sonhos e tecnologia tudo parece possível. Consequência, nao questionamos muito o que acontece na tela, mas escolhemos vivenciar o mesmo que os garotos estão vivenciando, e experimentando a mesma sensação de estar descobrindo um mundo novo.

Nesse clima de tudo é possível nasce uma bela metáfora sobre a infância, os humanos e nossa existência. Estamos no meio de uma crise econômica, o que explica de certa forma a figura recorrente do pai desempregado ? obviamente, nunca com uma profissão de destaque ? e a narrativa fantasiosa. Os efeitos engasgam nas limitações da época, mas assim como Tron, a crença pesa mais, ainda que tenha que abrir ressalvas e compreender o momento.

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